Em vídeo que circula nas redes sociais, ex-deputado relembra períodos de ditadura, violência política e alerta para riscos à estabilidade democrática
Um vídeo do ex-deputado federal Fábio Trad tem circulado em grupos de WhatsApp e redes sociais nesta semana. Na gravação, Trad faz uma análise histórica sobre episódios de rupturas democráticas no Brasil e critica o que considera ações da “extrema direita” contra governos eleitos e lideranças políticas ao longo da história republicana.
Segundo ele, a democracia brasileira sempre enfrentou ameaças. Trad cita períodos de ditadura e momentos de instabilidade política desde o início da República.
“Se somarmos os três anos da ditadura de Floriano Peixoto, mais sete do Estado Novo e mais vinte e cinco da ditadura militar, são trinta e cinco anos de ditadura”, afirmou.
Críticas à República Velha e à falta de participação popular
O ex-parlamentar também mencionou o período da República Velha, destacando problemas estruturais da época.
“Fora os anos de ditadura, tivemos trinta e dois anos de República Velha, com violência punida, voto censitário, voto fraudado e sem participação da mulher”, disse.
Menções a Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart
Durante o vídeo, Fábio Trad afirma que até mesmo nos períodos democráticos houve episódios graves de instabilidade motivados por disputas políticas.
Segundo ele, Getúlio Vargas teria sido pressionado até o suicídio por forças políticas conservadoras.
“A extrema direita matou o presidente Getúlio Vargas, fazendo ele se suicidar. Ele deu um tiro no peito por causa dessa pressão”, declarou.
Trad também lembrou que, segundo sua interpretação, houve movimentos contra a posse de Juscelino Kubitschek, e mencionou o episódio da renúncia de Jânio Quadros e a resistência à volta de João Goulart, que acabou motivando a “Campanha da Legalidade”.
“Tentaram impedir a posse do Juscelino, depois tentaram impedir a volta de João Goulart. E até que veio 1964.”
Relato pessoal sobre a ditadura militar
Fábio Trad mencionou ainda a história do próprio pai, o ex-prefeito Nelson Trad, que segundo ele foi perseguido após o golpe de 1964.
“Meu pai tinha 32 anos, era vice-prefeito, foi cassado três vezes e preso em três períodos: 18 dias, depois 22 dias, depois 27 dias.”
Críticas a tentativas contemporâneas de ruptura
Trad também fez referência a episódios políticos recentes, incluindo os impeachments de Fernando Collor e Dilma Rousseff. Ele ainda citou, de forma crítica, alegações de “tentativa mata ” o presidente Lula, mencionadas por setores governistas.
“Agora tentam o envenenamento vice-presidente Alckmin … isso tem que ser condenado. Essas práticas precisam ser punidas com rigor.”
Condenação a discursos de ódio
Ao final da fala, Fábio Trad responsabiliza o que chama de “extrema direita” por ameaças à democracia e defende um debate público firme sobre o tema.
“Tem que condenar alto. Isso é crime grave. Precisamos fazer esse debate com a extrema direita.”








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