Vereador cobra responsabilidade dos governos e confirma R$ 47 milhões já habilitados para obras na região do Ramez Tebet
O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Papy, destacou nesta terça-feira (11) a importância da audiência pública realizada na Casa de Leis para debater as condições de vida das comunidades e favelas da Capital. Segundo ele, o Legislativo tem a missão de ampliar a voz de quem, muitas vezes, não consegue ser ouvido pelo poder público.
“A Câmara é a Casa do Povo, é aqui que a gente consegue dar amplitude, alcançar mais gente e trazer pautas que muitas vezes não encontram espaço. Hoje estamos dando visibilidade às comunidades, tirando essas pessoas da invisibilidade”, afirmou.
62 comunidades e favelas participam da escuta pública
O encontro reúne representantes de mais de 62 comunidades e favelas de Campo Grande, num processo de escuta para discutir necessidades urgentes das famílias que vivem nessas regiões.
Segundo Pape, a audiência chama à responsabilidade todas as esferas do poder público:
- Prefeitura de Campo Grande
- Governo do Estado
- União
“Estamos debatendo aqui uma realidade que precisa ser enfrentada. Morar nessas comunidades é sempre um desafio, seja pela falta de escola, de posto de saúde ou pela ausência de serviços básicos”, ressaltou.
R$ 47 milhões habilitados para obras na região do Ramez Tebet
Durante a fala, o presidente da Câmara informou que o Governo do Estado já habilitou R$ 47 milhões destinados a intervenções em bairros da região do Ramez Tebet. O recurso aguarda tramitação final do projeto e posterior licitação.
“É só o projeto tramitar e licitar. Não tenho dúvida de que até o começo do ano que vem essas obras começam. É um passo importante para melhorar a vida dessas famílias”, garantiu.
Moradia digna vai além da casa
Pape reforçou que o conceito de moradia digna ultrapassa a construção de casas. Para ele, é necessário garantir acesso pleno aos serviços públicos que sustentam a qualidade de vida.
“Quando falamos de moradia digna, não é só a casa. É regularização, é escola perto, é posto de saúde funcionando, é acesso aos serviços públicos. Essas pessoas precisam ser incluídas”, afirmou.
O presidente destacou que a Câmara seguirá acompanhando as demandas e cobrando ações efetivas para que as comunidades deixem de viver em situação de vulnerabilidade.









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