A vacância aberta no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) movimentou a Assembleia Legislativa nesta sexta-feira (13), que oficializou a indicação do ex-secretário Sérgio de Paula para ocupar a cadeira. O nome dele já circulava há meses nos bastidores e foi consenso entre as lideranças da Casa, que apresentaram 23 assinaturas favoráveis no plenário.
Segundo o presidente da ALEMS, deputado Gerson Claro (PP), a articulação vinha sendo amadurecida há tempo, especialmente pelo histórico de atuação de Sérgio junto às administrações de Reinaldo Azambuja e do governador Eduardo Riedel, além da interlocução constante com os parlamentares.
“Essa possibilidade já vinha sendo discutida em razão do serviço prestado por ele. A vaga é da Assembleia, e houve consenso para essa indicação”, afirmou Gerson. O presidente ressaltou que só trataria do assunto quando houvesse a vacância oficializada – o que ocorreu na edição de hoje do Diário Oficial.
Rito acelerado
Com apenas uma indicação apresentada, o processo segue agora para a elaboração do decreto legislativo. O texto será encaminhado à CCJ, que tem até 48 horas para votar. A expectativa é de que o plenário conclua a aprovação entre terça e quarta-feira, permitindo que o governador Eduardo Riedel faça a nomeação ainda na próxima semana.
“Entre terça e quarta devemos resolver tudo. A partir daí, o governador conclui a nomeação e o TCE passa a ter sua vaga novamente preenchida”, destacou Gerson.
Cenário político e pré-candidatura
Durante a entrevista, Gerson Claro também comentou a movimentação política em torno da eleição para o Senado em 2026. Ele negou ter anunciado uma candidatura formal, mas confirmou que colocou seu nome à disposição da federação composta por PP e União Brasil — grupo reforçado pela liderança da senadora Tereza Cristina e pela participação direta do governador Eduardo Riedel.
Segundo Gerson, a definição do candidato ao Senado passa pela união das principais lideranças do Estado: Riedel, Tereza e o ex-governador Reinaldo Azambuja. “Trabalho para estar preparado, mas essa escolha será construída coletivamente. Se for meu nome, estarei pronto. Se for outro, construiremos da mesma forma”, disse.
Ele também avaliou a chegada de Capitão Contar ao bloco como um movimento natural dentro do processo democrático. “É bom para a sociedade quando há debate e diversidade de nomes. Quem ganha é o eleitor.”








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