Quase 90% da população indígena do estado será atendida com os novos veículos
O Governo de Mato Grosso do Sul, via Secretaria de Estado de Saúde (SES), botou pra jogo 28 veículos novinhos para reforçar a saúde indígena e municipal: 21 ambulâncias tipo furgão adaptadas (Suporte Básico – Tipo B) e 7 caminhonetes. O investimento bateu em R$ 7,5 milhões, e a ideia é garantir que quase 90% da população indígena do estado — cerca de 86 000 dos 96 029 indígenas — tenham atendimento mais rápido e eficaz.
A saúde indígena de Mato Grosso do Sul ganhou reforço com a entrega de novas ambulâncias destinadas ao atendimento direto nas aldeias. Os veículos chegam para ampliar o acesso e agilizar o socorro médico, beneficiando aproximadamente 90% da população indígena do estado.
A iniciativa faz parte de um esforço conjunto para garantir mais estrutura e qualidade na assistência, especialmente em regiões de difícil acesso. Com isso, comunidades que enfrentam deslocamentos longos até hospitais terão atendimento mais rápido e eficiente.
O posicionamento do governador Eduardo Riedel
“Esses veículos não são só ambulâncias, são uma estratégia de inclusão e desenvolvimento social. Publicamos diretrizes da política de saúde de MS, fortalecendo a regionalização. Independente de quem paga — Estado, União ou emendas — o que importa é que o serviço chegue pra quem precisa”, declarou Riedel, destacando a união entre governos estadual, federal, municípios e comunidades indígenas.
Onde cada ambulância vai trabalhar
As 21 ambulâncias estão distribuídas nos polos-base do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/MS), reforçando atendimento nas seguintes cidades:
– Amambai (2)
– Antônio João (1)
– Aquidauana (2)
– Bodoquena (2)
– Bonito (2)
– Brasilândia (1)
– Caarapó (1)
– Corumbá (1)
– Dourados (3)
– Japorã (1)
– Miranda (2)
– Paranhos (1)
– Sidrolândia (1)
– Tacuru (1)
E as caminhonetes, serve pra quê?
As 7 caminhonetes foram repassadas a secretarias municipais de Saúde, com foco principal no combate às arboviroses — como dengue, zika e chikungunya — e vão circular nos municípios de:
– Corumbá
– Costa Rica
– Glória de Dourados
– Inocência
– Japorã
– Jateí
– Sonora
Cartão de visitas da SES
A secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, destacou que essas ambulâncias são essenciais para fortalecer o cuidado materno-infantil e reduzir a mortalidade infantil em comunidades indígenas. Ela também lembrou que o governo investiu desde o início em equipamentos para UBS — incluindo tablets, celulares e veículos — para melhorar a política pública de forma digital e sensível ao território.
Voz da ponta: quem vive a realidade tá falando
O coordenador do DSEI/MS, Lindomar Ferreira, destacou que “saúde indígena é respeito, dignidade e justiça social”; que as distâncias são enormes e cada minuto conta — a caminhonete nem sempre dá conta. Da aldeia Dois Irmãos do Buriti, Luciano Gabriel Firmino reforça: “a ambulância é uma grande conquista! Muitos pacientes não conseguem se locomover direito em caminhonete, principalmente com fraturas.”
Pra não esquecer: o impacto real
– Quem ganha? Praticamente toda a população indígena de MS (86 mil pessoas).
– Onde reforça? Em 14 polos estratégicos, levando saúde até a porta das aldeias.
– Custo-benefício? R$ 7,5 milhões para ampliar urgência e atender com dignidade.








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