O mito da liberdade de expressão não resiste a um microfone ligado contra ele.
Donald Trump, o autoproclamado paladino da liberdade de expressão, resolveu mais uma vez mostrar sua verdadeira face: exigiu que redes de TV críticas ao seu governo fossem tiradas do ar. Isso mesmo, o homem que posa de defensor da Constituição americana quer rasgar a Primeira Emenda quando ela o incomoda. O alvo da vez foram a NBC e a ABC, mas o recado serve para todos: quem critica Trump não merece espaço.
Eis a contradição grotesca: no Brasil, ele pressiona pela anistia aos que depredaram patrimônio público em 8 de janeiro. Mas nos EUA, o mesmo Trump assinou decreto para processar quem ousasse queimar a bandeira americana. Lá, é cadeia. Aqui, ele defende perdão. Liberdade seletiva, conveniência política e uma cara de pau monumental.
O discurso dele não é sobre democracia, é sobre poder. Quando é útil, prega liberdade irrestrita. Quando não é, vira censor. Age como o típico autocrata que tanto diz combater. E pior: parte da direita brasileira aplaude de pé esse teatro, fingindo não ver a incoerência.
Trump não é defensor da imprensa livre. É apenas mais um político que adora microfones desde que estejam a seu favor. Contra ele, só silêncio. Esse é o projeto: calar, intimidar, punir.
A pergunta que fica é simples: até quando aplaudirão o falso profeta da liberdade enquanto ele prega censura em nome de conveniência?
Joel Silva – Radialista e jornalista de formação especializado em Mkt político









0 comentários