Assisti a um vídeo do ex-deputado federal Fábio Trad que me chamou atenção. Ele respondeu às críticas feitas pelo ministro André Mendonça ao colega de Supremo, Alexandre de Moraes, e foi cirúrgico. Concordo com cada ponto.
Mendonça disse que vivemos num “estado judicial de direito” e que haveria ativismo judicial no Brasil. Ora, como bem destacou Trad, isso não passa de diagnóstico errado. O Judiciário não age sozinho, só se manifesta quando provocado. “O juiz só decide quando há um pedido e não pode se recusar a julgar; a Constituição o obriga a exercer a jurisdição. Se há excesso de decisões, é porque há excesso de demandas”, pontuou o ex-deputado. É exatamente isso.
E quando se tenta atacar Alexandre de Moraes, o que se esquece é de algo simples: nenhuma decisão dele foi tomada sem provocação da Polícia Federal ou do Ministério Público Federal — órgãos que não fazem parte do Judiciário. Ou seja, ativismo judicial não existe nesse caso. Existe, sim, atuação dentro da lei e com base em pedidos formais.
Fábio Trad também rebateu outra fala de Mendonça: a de que um juiz deve ser respeitado e não temido. Nesse ponto, ele reconheceu que Mendonça está certo. Mas foi além: “É justamente por causa das decisões do ministro Alexandre de Moraes que o Brasil é visto hoje como uma democracia de respeito”.
Eu não poderia concordar mais. O que garantiu ao Brasil a imagem de uma democracia resiliente foi a firmeza de Moraes em momentos decisivos. O medo que alguns sentem não é do ministro — é do peso da lei. E lei, quando aplicada, incomoda.
Por isso, sigo a mesma linha de Fábio Trad: Alexandre de Moraes não é um problema para a democracia. Pelo contrário, está sendo um dos responsáveis por salvá-la sempre que está por um fio.
Joel Silva – Radialista e jornalista de formação especializado em Mkt politico









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