Ministro da Fazenda evita comentar quebra de sigilo aprovada pela CPI do INSS e diz que não tem informações sobre contas ou atuação do filho do presidente Lula
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta sexta-feira (27) que não possui conhecimento sobre a vida pessoal ou financeira de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, e reforçou que ele não integra o governo federal.
A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast, em meio à repercussão da decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que aprovou requerimentos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do empresário.
Ao ser questionado sobre o assunto, Haddad afirmou que não pode comentar algo que desconhece.
“Eu não consigo comentar o que eu não conheço. Eu conheço a pessoa, mas ele não participa do governo. Eu não sei a conta corrente dele”, declarou o ministro.
Haddad destacou que sua função está restrita à condução da política econômica e que não acompanha questões relacionadas à vida privada de terceiros, especialmente de pessoas que não exercem cargo público.
Entenda o contexto
A CPI do INSS foi instalada no Congresso Nacional para investigar um esquema de descontos indevidos aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Durante as apurações, parlamentares da oposição apresentaram requerimentos incluindo o nome de Lulinha entre os alvos de quebra de sigilo. A justificativa foi a necessidade de aprofundar a investigação sobre possíveis conexões empresariais citadas no inquérito conduzido pela Polícia Federal.
Governistas reagiram e classificaram a medida como tentativa de politização da comissão.
Até o momento, não há decisão judicial condenatória ou comprovação de envolvimento direto de Lulinha no esquema investigado. A defesa do empresário nega qualquer irregularidade.
Polarização na CPI
A aprovação dos requerimentos ocorreu em sessão marcada por embates entre parlamentares governistas e oposicionistas. A CPI segue em andamento e deve analisar dados bancários e fiscais dos investigados nas próximas etapas.
O caso amplia o desgaste político em Brasília e coloca novamente o nome da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no centro do debate parlamentar.
Fonte: Estadão – Terra






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