De sequestro de avião a chefão do PCC: quem é Gerson Palermo, condenado a 126 anos e foragido

por | fev 13, 2026 | Destaques, informes, Justiça, NOTÍCIAS

Apontado como liderança do crime organizado, narcotraficante rompeu tornozeleira durante prisão domiciliar na pandemia e desapareceu

O nome de Gerson Palermo voltou ao centro das atenções após novos desdobramentos policiais revelarem a dimensão de sua trajetória dentro do crime organizado. Condenado a 126 anos de prisão, ele é apontado como integrante de alto escalão do Primeiro Comando da Capital e está foragido desde 2020.

Conhecido pelo apelido de “Pigmeu”, Palermo ganhou notoriedade nacional ainda nos anos 2000 ao participar do sequestro de um avião comercial da Vasp, em um dos episódios mais ousados da criminalidade brasileira. O caso marcou o início de uma série de condenações que se somariam ao longo dos anos, envolvendo tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Em 2017, ele voltou ao noticiário ao ser preso em operação da Polícia Federal, acusado de atuar em esquemas de envio de grandes carregamentos de cocaína. As investigações apontavam influência direta dentro da estrutura da facção, com conexões inclusive fora do país.

A fuga

Em abril de 2020, no auge da pandemia, Palermo conseguiu na Justiça o direito de cumprir pena em prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico. A decisão provocou forte repercussão à época.

Pouco tempo depois, porém, o traficante rompeu a tornozeleira e desapareceu. Desde então, nunca mais foi localizado.

As autoridades acreditam que ele tenha contado com suporte logístico de integrantes da organização criminosa para deixar o radar das forças de segurança.

Consequências

O episódio gerou investigações internas e punições no âmbito do Judiciário, diante do entendimento de que a liberação ocorreu sem respaldo técnico suficiente.

Mesmo passados quase seis anos da fuga, Palermo segue incluído em cadastros de procurados e é tratado como peça importante dentro das apurações sobre movimentações do PCC.

Para investigadores, capturá-lo significaria atingir uma das antigas engrenagens financeiras e operacionais da facção.

Fonte: G1.

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