GAECO deixa secretaria municipal com malotes e levanta suspeitas sobre contratos milionários em Campo Grande

por | dez 22, 2025 | Destaques, Geral, informes, NOTÍCIAS

Ação do Ministério Público em plena sexta-feira chama atenção e reforça investigação sobre possíveis fraudes e superfaturamento na iluminação pública da Capital

A manhã desta sexta-feira (19) foi marcada por uma movimentação incomum na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), em Campo Grande. Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deixaram o prédio carregando malotes com documentos e materiais apreendidos, no contexto de uma investigação que apura suspeitas de corrupção envolvendo contratos milionários da iluminação pública.

A ação faz parte da Operação “Apagar das Luzes”, conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC), com apoio do GAECO, e tem como foco identificar irregularidades em processos licitatórios, aditivos contratuais e possível superfaturamento na execução dos serviços.

Busca por provas e contratos sob lupa

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à investigação, incluindo a sede da secretaria municipal. O objetivo é reunir documentos fiscais, contratos, termos aditivos e outros materiais que possam comprovar desvio de recursos públicos e fraudes administrativas.

A saída dos agentes com malotes reforçou a dimensão da apuração e chamou a atenção de servidores e populares que circulavam pelo local. Durante a diligência, o acesso ao prédio foi temporariamente restrito, enquanto os investigadores realizavam os trabalhos.

Prejuízo milionário em apuração

As investigações apontam indícios de um prejuízo que pode ultrapassar dezenas de milhões de reais, envolvendo contratos firmados para manutenção e modernização do sistema de iluminação pública da Capital. Os acordos analisados teriam passado por renovações e aditivos que elevaram consideravelmente os valores pagos com recursos públicos.

Empresas prestadoras do serviço também estão na mira do MP, que busca esclarecer se houve conluio, direcionamento de licitação ou pagamento por serviços não executados.

Clima de tensão e silêncio oficial

Apesar da grande repercussão da operação, não houve divulgação de prisões ou afastamentos até o momento. O Ministério Público segue analisando o material apreendido, e novos desdobramentos não estão descartados.

A investigação ocorre em meio a cobranças da população por mais transparência e eficiência nos serviços de iluminação pública, frequentemente alvo de reclamações na cidade.

Fonte: TopMídia News

0 comentários