Prefeitura afirma estar em dia com repasses e cobra retomada do transporte coletivo em Campo Grande

por | dez 15, 2025 | Destaques, Geral, informes, NOTÍCIAS

A administração municipal diz estar adimplente, reforça cobrança ao Consórcio Guaicurus e afirma adotar todas as medidas legais para evitar prejuízos à população

A Prefeitura de Campo Grande reiterou que está em dia com todas as obrigações financeiras junto ao Consórcio Guaicurus e voltou a cobrar a retomada imediata do transporte coletivo na Capital, após a paralisação dos ônibus que afetou milhares de usuários.

De acordo com o secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, o Município vem cumprindo rigorosamente sua parte no contrato.

“O município está em dia, está adimplente com suas obrigações financeiras. O consórcio é uma empresa privada, regulada pelo município. Ele precisa cumprir com suas responsabilidades perante o público, perante a população”, afirmou o secretário.

Gestão cobra cumprimento do contrato

A Prefeitura informou que segue adotando todos os mecanismos legais e administrativos disponíveis para garantir o funcionamento do serviço essencial e minimizar os impactos da paralisação à população.

Participam diretamente do acompanhamento da crise o diretor-executivo da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos), Otávio Figueiró, o secretário Ulisses Rocha e a procuradora-geral do Município, Cecília Saad, que atuam na condução técnica, regulatória e jurídica das medidas adotadas pelo Executivo.

Segundo a administração municipal, além da cobrança formal ao consórcio, o Município avalia a aplicação de sanções previstas em contrato, caso sejam confirmados descumprimentos das obrigações por parte da concessionária.

Crise vai além dos repasses

Apesar da afirmação de adimplência, a paralisação expõe uma crise estrutural no sistema de transporte coletivo, marcada por disputas contratuais, queda no número de passageiros e dificuldades na relação entre o poder público, a concessionária e os trabalhadores.

Especialistas apontam que a regularidade dos repasses financeiros, embora necessária, não é suficiente para resolver problemas históricos do modelo adotado, o que exige diálogo mais amplo e revisão de pontos sensíveis do contrato.

Usuário segue prejudicado

Enquanto Prefeitura e Consórcio Guaicurus trocam cobranças, a população continua sendo a mais prejudicada. Trabalhadores, estudantes e moradores de bairros periféricos enfrentam dificuldades para se deslocar, agravando impactos sociais e econômicos na Capital.

A Prefeitura afirma que a prioridade é restabelecer o serviço e garantir o direito de ir e vir da população, ao mesmo tempo em que busca uma solução definitiva para evitar novos colapsos no sistema.

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