A administração municipal diz estar adimplente, reforça cobrança ao Consórcio Guaicurus e afirma adotar todas as medidas legais para evitar prejuízos à população
A Prefeitura de Campo Grande reiterou que está em dia com todas as obrigações financeiras junto ao Consórcio Guaicurus e voltou a cobrar a retomada imediata do transporte coletivo na Capital, após a paralisação dos ônibus que afetou milhares de usuários.
De acordo com o secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, o Município vem cumprindo rigorosamente sua parte no contrato.
“O município está em dia, está adimplente com suas obrigações financeiras. O consórcio é uma empresa privada, regulada pelo município. Ele precisa cumprir com suas responsabilidades perante o público, perante a população”, afirmou o secretário.
Gestão cobra cumprimento do contrato
A Prefeitura informou que segue adotando todos os mecanismos legais e administrativos disponíveis para garantir o funcionamento do serviço essencial e minimizar os impactos da paralisação à população.
Participam diretamente do acompanhamento da crise o diretor-executivo da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos), Otávio Figueiró, o secretário Ulisses Rocha e a procuradora-geral do Município, Cecília Saad, que atuam na condução técnica, regulatória e jurídica das medidas adotadas pelo Executivo.
Segundo a administração municipal, além da cobrança formal ao consórcio, o Município avalia a aplicação de sanções previstas em contrato, caso sejam confirmados descumprimentos das obrigações por parte da concessionária.
Crise vai além dos repasses
Apesar da afirmação de adimplência, a paralisação expõe uma crise estrutural no sistema de transporte coletivo, marcada por disputas contratuais, queda no número de passageiros e dificuldades na relação entre o poder público, a concessionária e os trabalhadores.
Especialistas apontam que a regularidade dos repasses financeiros, embora necessária, não é suficiente para resolver problemas históricos do modelo adotado, o que exige diálogo mais amplo e revisão de pontos sensíveis do contrato.
Usuário segue prejudicado
Enquanto Prefeitura e Consórcio Guaicurus trocam cobranças, a população continua sendo a mais prejudicada. Trabalhadores, estudantes e moradores de bairros periféricos enfrentam dificuldades para se deslocar, agravando impactos sociais e econômicos na Capital.
A Prefeitura afirma que a prioridade é restabelecer o serviço e garantir o direito de ir e vir da população, ao mesmo tempo em que busca uma solução definitiva para evitar novos colapsos no sistema.







0 comentários