Riram.
Disseram que era delírio.
Chamaram de teoria da conspiração, exagero, torcida, bravata.
Mas os fatos, esses insistem em não obedecer às narrativas.
Quando dissemos que a retórica beligerante da família Bolsonaro contra o Brasil, contra o STF e contra o governo Lula não se sustentaria no mundo real, houve deboche. Quando apontamos que Trump joga sempre pelo interesse econômico — e não por ideologia tropical importada —, vieram os ataques.
Pois bem.
Trump apertou a mão de Lula.
As taxas começaram a cair.
E agora, o governo americano retira Alexandre de Moraes e sua esposa da lista da Lei Magnitsky.
E agora?
Cadê a tese da “perseguição internacional irreversível”?
Cadê o discurso de que o Brasil estava isolado, à beira de sanções eternas, condenado por Washington?
Cadê a profecia do caos?
A realidade é mais simples — e mais dura para quem vive de narrativa: geopolítica não se faz com live, se faz com interesse. Trump nunca foi movido por cruzada moral, muito menos por defesa apaixonada de Bolsonaro ou de seus filhos. Trump negocia. Pressiona. Extrai vantagem. Fecha acordo.
E quando o acordo aparece, a retórica some.
O episódio da Lei Magnitsky escancara isso. Foi usada como instrumento de pressão política, não como sentença definitiva. Serviu ao jogo. Cumpriu o papel. E, quando deixou de ser útil, foi retirada da mesa.
Enquanto isso, os mesmos que juravam que Moraes estaria “condenado internacionalmente” agora fingem surpresa — ou silêncio constrangido.
O problema das narrativas é esse: quando os fatos chegam, não sobra muito o que dizer.
O Brasil não virou pária.
O STF não foi demolido.
Lula não foi isolado.
E Trump, mais uma vez, mostrou que não joga no campo da ideologia alheia — joga no campo do dólar.
Quem riu ontem, hoje engole seco.
Quem chamou de delírio, agora chama de “reviravolta”.
Mas não é reviravolta. É só a realidade fazendo o que sempre faz: desmentindo o teatro.
No fim, fica a pergunta que ecoa — incômoda e sem resposta:
E agora?









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