Zé Teixeira alerta para insegurança jurídica e risco a produtores rurais em MS

por | nov 25, 2025 | Destaques, informes, NOTÍCIAS

Deputado cita caso de Picadinha, em Dourados, e critica demarcações que, segundo ele, não têm respaldo histórico

O deputado estadual Zé Teixeira (PSDB) voltou a criticar, durante entrevista concedida à repórter Regiane Ribeiro (TV e Rádio ALEMS), a insegurança jurídica enfrentada por produtores rurais de Mato Grosso do Sul. O parlamentar afirmou que decisões políticas e ideológicas têm colocado em risco famílias e propriedades produtivas, especialmente nas regiões que enfrentam litígios envolvendo áreas quilombolas e indígenas.

Segundo Zé Teixeira, o caso mais emblemático é o do distrito de Picadinha, em Dourados. A área, historicamente ocupada desde a década de 1920, possui sucessões e escrituras consolidadas ao longo de quase um século. Entretanto, o local passou a ser alvo de reivindicações que tentam classificá-lo como área quilombola — algo que, na avaliação do deputado, “não tem qualquer sustentação histórica”.

O parlamentar afirmou que os produtores da região vivem há décadas com receio de perder suas terras mesmo apresentando documentação válida. “Você pega um setor que trabalha, produz alimento, emprega e sustenta o país. Se não há segurança jurídica, o produtor desanima em investir. É simples assim”, argumentou.

Além das disputas envolvendo quilombolas, Teixeira ampliou as críticas ao que considera conflitos incentivados por grupos ligados a movimentos indigenistas. Ele citou relatos de invasões, queimadas de casas e tratores, além de furtos de gado em áreas rurais. Para o parlamentar, o Estado tem adotado “dois pesos e duas medidas” quando o conflito envolve indígenas.

Zé Teixeira também rebateu a ideia de que sua posição seja ideológica. Ele afirma que sua defesa está exclusivamente baseada no cumprimento da Constituição Federal. “Eu não defendo direita ou esquerda. Defendo a lei. O direito de propriedade é sagrado”, enfatizou.

O deputado destacou ainda que o clima de instabilidade jurídica compromete investimentos e afeta diretamente a economia do Estado, especialmente em regiões cujo sustento depende da produção agrícola e pecuária.

A fala provocou repercussão no plenário, onde o tema deve continuar sendo debatido nas próximas sessões.

Colaborou Regiane Ribeiro – ALEMS

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