STF retoma julgamento de militares acusados de planejar golpe de Estado

por | nov 12, 2025 | Destaques, Justiça, NOTÍCIAS

Primeira Turma do Supremo ouve defesas dos dez integrantes do chamado “núcleo 3”, grupo conhecido como “kids pretos”, nesta quarta-feira (12)

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (12) o julgamento de dez acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado que teria sido articulada no fim de 2022. A sessão da Primeira Turma será dedicada à oitiva das defesas dos réus, apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como integrantes do chamado “núcleo 3”, um grupo de militares e ex-militares apelidado de “kids pretos”.

De acordo com a denúncia, os investigados faziam parte de uma célula operacional responsável por elaborar planos de ação e logística para dar sustentação a uma ruptura institucional. O objetivo seria impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, utilizando estruturas das Forças Armadas para promover uma intervenção.

Entre os acusados estão militares da ativa e da reserva do Exército, com histórico em operações especiais. Segundo o Ministério Público, eles teriam se reunido diversas vezes em Brasília e em outras cidades, tratando de detalhes sobre movimentações de tropas, segurança de quartéis e ações coordenadas para contestar o resultado das urnas.

Durante a sessão, os advogados de defesa apresentaram seus argumentos, sustentando que não há provas suficientes que comprovem a existência de um plano concreto de golpe. Já a PGR reforçou que os acusados tinham plena consciência da gravidade dos atos e contribuíram de forma decisiva para a estruturação de uma conspiração contra o Estado Democrático de Direito.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, conduz a análise do processo, que será seguida pelos votos dos demais integrantes da Primeira Turma. O julgamento faz parte de uma série de ações que investigam diferentes núcleos do suposto golpe, divididos entre os setores de planejamento, comunicação e execução.

Caso sejam condenados, os réus poderão responder por crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas variam de 4 a 12 anos de prisão.

A decisão da Primeira Turma é aguardada com expectativa, por representar mais um capítulo do esforço das instituições em responsabilizar os envolvidos na tentativa de subverter a ordem democrática no país.

Por Redação CliqueNewsMS

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