Antônio Rueda nega envolvimento e fala em “pano de fundo político” nas acusações; investigação segue em fase preliminar.
Campo Grande (MS) – O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, voltou ao centro das atenções após ter seu nome citado em investigação da Polícia Federal (PF) ligada à Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos setores financeiro e de combustíveis.
A apuração, que está em fase preliminar, ganhou força após denúncia do piloto Mauro Caputti Mattosinho, conhecido como Matozinho, filiado ao PSOL. Ele afirmou que Rueda seria dono oculto de jatos executivos operados por uma empresa de táxi aéreo que teria prestado serviços a políticos e, supostamente, a membros da facção criminosa.
Segundo o piloto, as aeronaves foram usadas diversas vezes para transportar Mohamed Hussein Murad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, apontados como líderes do esquema. Ambos são alvos diretos da PF na Carbono Oculto, que investiga conexões entre o crime organizado e empresários do setor de combustíveis.
O que se sabe até agora
- A denúncia foi protocolada no início do segundo semestre e levou o nome de Rueda a ser mencionado em relatórios complementares da PF, segundo apuração da CNN Brasil, Metrópoles e Record TV.
- A PF ainda não formalizou indiciamento contra Rueda, que não figura oficialmente como investigado. O inquérito segue em andamento e apura vínculos patrimoniais e societários entre empresários e operadores do mercado de aviação.
- Reportagens indicam que jatos avaliados em até R$ 60 milhões estariam registrados em nome de terceiros ligados à empresa de táxi aéreo citada pelo piloto.
- Há registros de solicitações de pagamento de cerca de R$ 600 mil para voos realizados em 2022, supostamente ligados ao entorno de Rueda.
Rueda fala em “ataque político”
Em nota publicada em suas redes sociais, Antônio Rueda classificou as acusações como “ilações irresponsáveis e sem fundamento” e disse que há “um pano de fundo político” por trás do caso.
“Estão tentando usar uma operação policial séria para atingir adversários políticos. Não há qualquer relação minha com as pessoas citadas nem com as aeronaves mencionadas”, declarou o dirigente.
Reação do União Brasil
O União Brasil divulgou comunicado afirmando que as informações “causam profunda estranheza”, destacando que a repercussão ocorre “dias após o partido decidir o afastamento de seus filiados de cargos no governo federal”.
A legenda também reforçou que não há provas concretas que liguem Rueda aos fatos sob investigação. Após o caso vir à tona, o partido determinou o desembarque imediato de filiados do governo federal, concedendo 24 horas para entrega dos cargos.
Contexto político e impacto
O caso surge em um momento delicado para a legenda, que tenta recompor sua base e imagem pública diante de disputas internas e do afastamento do governo.
Fontes ouvidas pela imprensa nacional indicam que, embora o episódio tenha impacto político relevante, a PF trata o nome de Rueda com cautela, mantendo o caso em sigilo até que haja confirmação de vínculos financeiros ou societários concretos.
Situação atual
A apuração é factual e recente, com novos desdobramentos divulgados pela imprensa nacional entre setembro e novembro de 2025. O inquérito não foi arquivado, e a Polícia Federal mantém sigilo judicial parcial sobre as provas coletadas.
Até o momento, Rueda não é réu nem indiciado, e a Operação Carbono Oculto segue em curso, investigando o envolvimento de empresários e operadores financeiros na estrutura do PCC.
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Edição:| Fontes: CNN Brasil, Record TV, Metrópoles, R7, Poder360 e documentos da PF sob sigilo judicial.








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