CPI do Crime Organizado é instalada no Senado

por | nov 4, 2025 | Destaques, NOTÍCIAS, política

“O crime organizado é uma ameaça que ultrapassa fronteiras estaduais — é um problema nacional e uma tarefa do Estado. Temos trabalhado no Senado Federal no endurecimento das penas e instalamos agora a CPI do Crime Organizado para investigar as facções e as milícias”, disse Tereza Cristina

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar o crime organizado foi instalada nesta terça-feira, 04/11. Em sua primeira reunião, a CPI elegeu o presidente, o vice-presidente e o relator. São eles, respectivamente: Fabiano Contarato (PT-ES), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Alessandro Vieira (MDB-SE).

Proposta por Vieira, a comissão terá 120 dias para investigar especialmente o crescimento das facções e milícias (RQS 470/2025). Dois dias após a operação policial que deixou 121 mortos nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a instalação da CPI.

Segundo Alessandro Vieira, o avanço do crime organizado ocorre em razão do “abandono do poder público”: “Essa tragédia tem solução. Não é pauta eleitoreira, é urgência nacional”, disse o senador.

A líder do PP, senadora Tereza Cristina (MS), que já é membro da CPMI do INSS, indicou os senadores Esperidião Amin (PP-SC), como suplente, e Hamilton Mourão, que é o vice-presidente, como titular. Ao todo, a CPI, que investigará os crimes, a estrutura e os ganhos financeiros das facções e das milícias, terá 17 integrantes, divididos entre representantes do governo e da oposição.

“O crime organizado é uma ameaça que ultrapassa fronteiras estaduais — é um problema nacional e uma tarefa do Estado. Temos trabalhado no Senado Federal no endurecimento das penas e instalamos a CPI do Crime Organizado para investigar as organizações criminosas e tentar devolver um pouco de sossego aos brasileiros”, afirmou a líder.

Os demais membros titulares são: Márcio Bittar (PL-AC), Marcos do Val (Podemos-ES), Otto Alencar (PSD-BA), Angelo Coronel (PSD-BA), Jorge Kajuru (PSB-GO), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES) e Rogério Carvalho (PT-SE). São suplentes: Randolfe Rodrigues (PT-AP), Sérgio Moro (União-PR), Eduardo Girão (Novo-CE), Veneziano Vital do Rego (MDB-PB) e Jaques Wagner (PT-BA).

“A segurança pública é prioridade para nós e para todos os brasileiros, mas o governo federal prefere gastar centenas de milhões em propaganda antecipada e programas eleitoreiros. E ainda ouvimos o presidente dizer que ‘traficantes são vítimas dos usuários’. O Rio, cartão postal do Brasil, e muitas outras capitais vivem sob domínio do medo”, criticou Tereza Cristina. “Temos de dar um basta a tanta violência”, completou a senadora.

Com informações da Agência Senado

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