Um ano após derrota, Rose Modesto cobra promessas não cumpridas e denuncia abandono da saúde em Campo Grande

por | out 31, 2025 | Destaques, informes, NOTÍCIAS, política

Ex-deputada e ex-governadora afirma que a atual gestão venceu “pela mentira e pela enganação” e aponta colapso na saúde pública da Capital

A ex-deputada federal e ex-governadora Rose Modesto (União Brasil) usou as redes sociais nesta sexta-feira (1º) para marcar uma data simbólica: um ano da derrota nas eleições municipais de Campo Grande. Em um vídeo contundente, Rose fez um balanço das promessas que — segundo ela — foram esquecidas pela atual administração, e cobrou responsabilidade sobre a grave situação da saúde pública na Capital.

“Gente, hoje está fazendo um ano que nós perdemos as eleições para a prefeitura de Campo Grande. Eu falo nós, porque durante esse período, por onde eu passei, a pergunta era: Rose, como é que nós perdemos essas eleições? E eu não tenho dúvida em responder. Nós perdemos, na verdade, para a mentira e para a enganação”, disse Rose, em tom firme.

A parlamentar lembrou que uma das principais promessas da então candidata reeleita, a construção do primeiro hospital municipal, não saiu do papel. “A crise da saúde é a maior de toda a nossa história. Nada de prático foi feito por quem prometeu construir o hospital municipal”, criticou.

Promessas esquecidas

Rose também citou compromissos assumidos durante a campanha com mães atípicas e pacientes crônicos, que dependem de medicamentos de uso contínuo.

“Prometeram entregar remédio em casa. Só pode ter sido uma brincadeira de mau gosto. Para quem toma remédios para pressão ou diabetes, nós iríamos começar esse processo de entrega na casa da pessoa, porque é possível fazer. E prometeram um cartão para mães atípicas, com liberdade de escolha até da marca da fralda e da dieta. Nada disso foi cumprido”, pontuou.

A ex-governadora foi além e acusou a atual gestão de desviar recursos da saúde para outras finalidades. “Nem a dívida com a Santa Casa foi paga, e o hospital vai aos poucos paralisando serviços essenciais. O ano passado usaram R$ 156 milhões da saúde para outras finalidades, e até agora ninguém explicou o que foi feito com esse dinheiro”, afirmou.

Críticas ao uso de recursos e rejeição popular

Rose Modesto também questionou o uso recente de verbas do Fundo Municipal de Saúde para cobrir despesas do transporte coletivo, classificando a decisão como mais um erro da gestão.

“Mais uma vez a história se repete. Para evitar uma greve, usam dinheiro da saúde para resolver o transporte coletivo. É confusão atrás de confusão. Dizem que não há dinheiro para o reajuste do servidor, mas tem para manter a folha secreta e nomear amigos”, disparou.

Com tom de indignação, a deputada citou os índices de rejeição da prefeita Adriane Lopes, que já ultrapassam 80%, segundo pesquisas recentes. “Esses números falam por si”, reforçou.

Sem mandato, mas com propósito

Mesmo sem cargo no Executivo, Rose destacou que segue atuando em ações sociais e iniciativas voluntárias, como o projeto Cidade Viva, Comunidade Ativa, voltado ao amparo de famílias em situação de vulnerabilidade.

“Nós estamos aqui, nunca desistimos, e mesmo sem mandato, estamos fazendo o que é possível para socorrer quem mais precisa. Porque é assim que a gente trabalha: a vida das pessoas sempre em primeiro lugar”, concluiu.

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