Evento de R$ 900 mil é suspenso em meio à queda de arrecadação; prefeito garante que prioridade será saúde, educação e assistência social
A Prefeitura de Rio Brilhante (MS) anunciou o cancelamento do show da cantora Ana Castela, que estava previsto para o evento “Natal Brilhante”. O cachê da artista seria de R$ 760 mil e, com a estrutura completa, o investimento total chegaria a R$ 900 mil.
O prefeito Lucas Foroni (MDB/PP) justificou a decisão alegando queda de R$ 1,5 milhão na arrecadação em comparação a 2024. Segundo ele, os cortes — que incluem redução de pessoal, de 80% nas horas extras e até do subsídio ao transporte universitário, agora limitado a 50% para estudantes noturnos — são medidas necessárias para manter a saúde financeira do município.
“É como em casa: às vezes você não pode fazer aquela viagem no fim do ano. Temos que priorizar saúde, educação e assistência”, disse o prefeito.
Comércio perde, caixa respira
Sem o show, comerciantes e donos de bares da cidade estimam queda de até 30% no faturamento durante o período festivo. Já a prefeitura deve economizar quase R$ 1 milhão, valor que, segundo Foroni, será direcionado para áreas essenciais como saúde, hospital e convênios sociais.
Reações da comunidade
- Estudantes: reclamam do corte no transporte, que deve pesar no orçamento mensal.
- Comerciantes: lamentam a perda de público extra, mas admitem que é melhor economizar do que ver salários atrasados.
- Produtores culturais: defendem mais espaço para artistas locais em eventos públicos, com menor custo e maior valorização da cena regional.
Comparativos
Enquanto Rio Brilhante corta, Campo Grande já chegou a pagar R$ 1,6 milhão para um show da mesma artista em festa municipal. Outras cidades, como Dourados e Maracaju, adotaram alternativas: mistura de atrações nacionais com artistas locais ou até substituição por investimentos em saúde — medidas que geraram críticas no momento, mas depois renderam saldo político positivo.
O recado
Rio Brilhante perde em glamour, mas ganha em fôlego fiscal. O desafio agora é transformar economia em oportunidade: fomentar cultura sustentável, dar palco a talentos locais e mostrar que cortar gasto não precisa significar cortar identidade.






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