Enquanto Washington ensaia mais uma vez a velha mania de se meter nos problemas dos outros, Brasília dá a resposta certeira: aqui a gente cuida dos nossos assuntos e não precisa de xerife estrangeiro.
É óbvio que os Estados Unidos, sob Donald Trump, voltaram a mirar a América do Sul depois de décadas torrando trilhões em guerras no Oriente Médio. O pretexto de lá era “restaurar a ordem”; aqui seria “combater o narcotráfico”. E o alvo? Organizações como o PCC e outras facções brasileiras, convenientemente transformadas em bode expiatório para justificar ingerência militar e diplomática.
Só que o Brasil de 2025 não é um país passivo nem terreno de playground imperial. Nesta semana, a Polícia Federal deflagrou a maior operação contra o crime organizado da nossa história. Mais de mil agentes, dezenas de prisões e um recado cristalino: quem manda aqui no combate às facções somos nós. O Estado brasileiro mostrou, na prática, que consegue desarticular estruturas bilionárias do PCC no setor de combustíveis e financeiro sem precisar de “receitas prontas” vindas de Washington.
O recado vai em duas direções. Para dentro, é a prova de que o Estado ainda tem músculo para enfrentar o crime organizado. Para fora, é uma mensagem clara aos EUA: não precisamos de selo gringo para legitimar nossas ações. A diplomacia brasileira sabe que aceitar a classificação de facções nacionais como “grupos terroristas internacionais” seria abrir a porta para a interferência estrangeira. Hoje, mais do que nunca, reafirmamos nossa soberania.
O mundo precisa entender: o Brasil cuida do seu quintal. Não aceitamos a lógica de tutores externos ditando como combater nossos próprios problemas. O crime organizado é um desafio real, mas a resposta veio daqui, com nossas instituições, nossa polícia e nossa democracia. Quem quiser ajudar que respeite a regra básica: cooperação, sim; ingerência, nunca.
Joel Silva – Radialista e jornalista de formação especializado em Mkt político.









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