Donald Trump não tem limites quando o assunto é poder. Se para se manter no comando for preciso redesenhar distritos, torcer regras ou atropelar a lógica democrática, ele faz sem pestanejar. O movimento em curso no Texas, apoiado pelo governador Greg Abbott, é mais uma prova de que, para o trumpismo, as urnas só valem se garantirem a vitória.
Tecnicamente, não há ilegalidade: o redistritamento é permitido nos EUA. Mas aqui mora a perversidade: usar uma ferramenta legítima para manipular artificialmente o jogo político e perpetuar uma maioria. Isso não é democracia, é gerrymandering descarado, é um atalho imoral para manter o poder a qualquer custo.
Trump pressiona, Abbott obedece, e o Texas vira laboratório de um projeto nacional: blindar a maioria republicana mesmo em estados onde a disputa real aponta equilíbrio. É o mapa da imoralidade, redesenhado a régua e compasso por quem enxerga a política como território privado.
Os democratas reagem, planejam contra-ataques em seus estados, mas o estrago está dado: a confiança na democracia é corroída cada vez que o processo eleitoral é manipulado dessa forma. No fundo, Trump só reafirma o que já sabemos: para ele, a democracia é um meio, nunca um fim.
Joel Silva – Radialista e jornalista de formação especialista em Mkt político.









0 comentários