Desembarcar na Índia com uma missão clara: colocar Mato Grosso do Sul no centro das rotas comerciais do futuro. Essa foi a tônica da comitiva sul-mato-grossense que iniciou sua jornada asiática com foco estratégico — logística, energia limpa, inovação industrial e comércio exterior. E tudo isso com um nome central na bagagem: a Rota Bioceânica.
O projeto, que liga o Brasil ao Oceano Pacífico encurtando distâncias e custos, foi apresentado com firmeza a grandes players como Mahindra, Aditya Birla e Tata. O impacto foi imediato. Redução de até 25% no tempo de entrega, corte de custos logísticos, ganhos concretos para o agro, a celulose e a indústria de transformação. A promessa virou plano. Agora, é estratégia sendo vendida com inteligência e visão global.

A agenda é ambiciosa: Índia, Japão e Singapura. E o discurso está bem alinhado. A Índia surge como potencial parceira comercial para uma nova fase da economia de MS. Com os Estados Unidos elevando tarifas, olhar para o leste é não apenas inteligente — é necessário. Açúcar, etanol, celulose solúvel e carne bovina são apenas o começo da conversa.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, ao discursar no Fórum LIDE Brasil–Índia, foi direto ao ponto: Mato Grosso do Sul é um polo estratégico que sabe trabalhar pela inclusão das micro e pequenas empresas. E mais: sabe também vender sua imagem de sustentabilidade. O compromisso com o carbono neutro até 2030 não é detalhe — é credencial importante diante do mercado asiático cada vez mais atento à economia verde.

Um destaque importante dessa missão é o protagonismo do governador Eduardo Riedel, que nesta quarta-feira (7) se reuniu com C.P. Radhakrishnan, governador da região de Mumbai, no estado indiano de Maharashtra. O encontro teve como foco o fortalecimento de laços institucionais e econômicos, ampliando o espaço para futuras parcerias entre Mato Grosso do Sul e o estado mais industrializado da Índia.
A missão também conta com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro, que tem atuado como articulador político e institucional nessa jornada internacional. Sua participação reforça o alinhamento entre os poderes e evidencia a capacidade de MS em apresentar uma frente unificada na busca por investimentos, integração logística e oportunidades comerciais globais.
Não estamos falando de uma viagem protocolar. Estamos falando de articulação, presença institucional e visão de futuro. Essa missão é, acima de tudo, um movimento ousado e necessário para posicionar MS como protagonista de um novo mapa logístico continental. Se as negociações avançarem, o que veremos será um estado mais conectado, competitivo e sustentável — pronto para o mundo.
Joel Silva especial para o CliqueNewsMS







0 comentários