Draconiano. Um adjetivo que carrega peso. Rígido, implacável, sem espaço pra moleza. Na Grécia Antiga, era o nome de um legislador que mandava pena de morte até pra furto de pão. Hoje, virou sinônimo de exagero, autoritarismo, dureza sem freio.
Mas e se a gente ressignificasse isso?
Em Mato Grosso do Sul, o termo “draconiano” ganhou um novo endereço: DRACCO – Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, que hoje, 5 de agosto de 2025, completa cinco anos de existência. E desde o primeiro dia, quem comanda a tropa é ela — a delegada Ana Cláudia Medina — com uma mão firme no leme e os dois olhos voltados pra justiça.
A criação do Dracco foi mais que uma medida administrativa: foi um recado claro de que o Estado não ia mais tolerar o avanço do crime organizado e da corrupção. Desde 2020, foram dezenas de operações que colocaram na mira da lei políticos, empresários, milicianos, faccionados e laranjas de todo tipo. Ninguém escapou da lupa do departamento.
A delegada Medina, em entrevista ao programa A Banca da Rede Top FM, lembrou da missão desde o início: estruturar, treinar e agir — tudo isso sob forte pressão. “O Dracco nasceu com um desafio gigantesco: combater o que há de mais estruturado no crime. Mas nesses cinco anos, mostramos que é possível desmantelar essas organizações com inteligência, articulação e coragem”, afirmou.

E coragem não faltou. O Dracco enfrentou facções em plena fronteira, desarticulou esquemas de lavagem milionária, mirou nos crimes cibernéticos e ainda reforçou as operações aéreas com o apoio do LAB-LD (Laboratório de Lavagem de Dinheiro). É um trabalho silencioso na maior parte do tempo, mas que entrega resultados barulhentos.
Hoje, ao completar meia década, o Dracco pode sim ser chamado de “draconiano”. Mas não no sentido autoritário — e sim como uma força dura, que não alivia pro lado errado da história. Se for pra pesar a mão, que pese contra o crime. Se for pra ser severo, que seja com quem lesa o povo.
Porque em tempos de impunidade e descrença, o Dracco é o lembrete de que o Estado ainda sabe agir — e agir com pulso.
Parabéns ao Dracco. Parabéns à delegada Medina. Que os próximos anos sejam ainda mais firmes, ainda mais justos. Porque quando o crime aperta, o Dracco responde. E responde forte.










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